Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo: como essas substâncias aumentam riscos e interferem no tratamento oncológico

Quando o assunto é câncer, falar sobre o consumo de drogas e de álcool se torna ainda mais necessário, pois esse hábito pode tanto aumentar o risco de desenvolvimento da doença quanto comprometer a eficácia do tratamento oncológico.

O álcool, por exemplo, é reconhecido como fator de risco para diversos tipos de câncer, incluindo os de boca, garganta, esôfago, fígado, mama e intestino. No organismo, ele pode provocar danos celulares, favorecer processos inflamatórios e interferir nos mecanismos naturais de reparação do corpo. Ao longo do tempo, esses efeitos aumentam a probabilidade de alterações que podem evoluir para um quadro oncológico.

O uso de drogas ilícitas e o consumo abusivo de substâncias também trazem impactos importantes. Além de afetarem o sistema imunológico, podem comprometer o funcionamento de órgãos essenciais, como o fígado, responsável por metabolizar muitos dos medicamentos utilizados no tratamento do câncer.

Durante o tratamento oncológico, o organismo já se encontra mais sensível devido às terapias indicadas, como quimioterapia, radioterapia, imunoterapia ou outros protocolos específicos. Nesse contexto, o consumo de álcool ou drogas pode intensificar efeitos colaterais, reduzir a resposta aos medicamentos e aumentar o risco de complicações clínicas. Também pode prejudicar a adesão ao tratamento e interferir no equilíbrio emocional, que é parte fundamental do enfrentamento da doença.

Por isso, o diálogo aberto com a equipe de saúde é essencial. Informar o médico sobre o consumo de qualquer substância permite avaliar riscos, orientar com segurança e, quando necessário, encaminhar para apoio especializado. A redução ou interrupção do uso pode trazer benefícios significativos tanto na prevenção quanto na condução do tratamento.

Cuidado integral e prevenção do câncer

No CEONC Hospital do Câncer, o cuidado é pensado de forma integral. Isso significa olhar além do diagnóstico e considerar todos os fatores que podem influenciar a saúde e a qualidade de vida do paciente. Informar, orientar e acolher fazem parte desse compromisso.

Cuidar da saúde também é reconhecer riscos, buscar apoio e fazer escolhas que fortaleçam o tratamento. A prevenção continua sendo um dos pilares mais importantes na luta contra o câncer.