OUTUBRO ROSA: Hábitos saudáveis podem evitar cerca de 17% dos casos de câncer de mama
21/10/2026 12:00 por CeoncPrevenção, rastreamento e acompanhamento médico se somam no cuidado com a saúde das mulheres antes e depois de um diagnóstico
Imagem: Elements | wichayada69
Quando se fala em prevenção do câncer de mama, a mamografia costuma ser uma das primeiras medidas lembradas. O exame é fundamental para identificar alterações antes do aparecimento de sintomas, mas não evita que a doença se desenvolva. Sua função é encontrá-la precocemente. A prevenção também se constrói no cotidiano, por meio de hábitos que ajudam a diminuir alguns fatores de risco.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de 17% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis. Praticar atividade física, manter o peso corporal adequado, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e amamentar estão entre as medidas recomendadas.
“Essas atitudes ajudam a reduzir o risco, mas não oferecem proteção absoluta. Também é importante que cada mulher conheça seus fatores de risco, como o histórico familiar ou possíveis alterações genéticas, e mantenha o acompanhamento médico em dia”, explica o radioterapeuta do CEONC Hospital do Câncer de Cascavel, doutor Everton Schenato.
Isso acontece porque o câncer de mama não possui uma única causa. Alguns fatores podem ser modificados ao longo da vida, enquanto outros não dependem das escolhas da mulher. Idade, histórico reprodutivo, casos da doença na família e determinadas alterações genéticas também interferem no risco.
Por isso, manter uma rotina saudável não elimina a possibilidade de desenvolver a doença, assim como realizar a mamografia não impede seu aparecimento. Os dois cuidados atuam de maneiras diferentes. A prevenção ajuda a reduzir riscos, enquanto o rastreamento procura encontrar possíveis alterações em uma fase inicial.
O cuidado continua depois do tratamento
Uma rotina saudável permanece importante mesmo para quem já enfrentou o câncer de mama. Alimentação equilibrada, atividade física e acompanhamento do peso contribuem para a saúde como um todo e podem auxiliar a mulher na retomada da rotina após o tratamento.
A esses hábitos somam-se as consultas e os exames definidos pela equipe médica. O acompanhamento permite observar a recuperação, lidar com possíveis efeitos do tratamento, esclarecer sintomas e investigar novas alterações. “Depois do tratamento, cada mulher recebe uma orientação de acompanhamento conforme o tipo de câncer que teve, os procedimentos realizados e suas características individuais. Essa rotina não deve ser interrompida, mesmo quando ela está se sentindo bem”, orienta o especialista.
Uma das razões para manter esse cuidado é a possibilidade de recorrência, quando o câncer reaparece após o tratamento. Isso pode acontecer no local do primeiro tumor ou em outra parte do organismo e não significa, necessariamente, que o tratamento anterior tenha falhado. Quem já teve câncer em uma das mamas, por exemplo, pode desenvolver um novo tumor na outra. Nesse caso, não se trata da volta da doença anterior, mas de um novo câncer. A diferença será determinada pela avaliação médica e interfere na investigação e na definição do tratamento.
O risco varia conforme o tumor e a história de cada paciente. Por isso, não existe um “manual” que sirva para todas as mulheres. “Cuidar da alimentação, manter-se ativa, evitar o cigarro e o consumo de bebidas alcoólicas continua sendo importante depois do câncer. Ao mesmo tempo, é fundamental seguir o acompanhamento indicado e procurar a equipe médica ao perceber algo diferente”, reforça o radioterapeuta.